Categorias: Seguro Cyber

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William Anthony

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Seguro cyber oferece proteção contra golpes e fraudes digitais

O Brasil virou um país profundamente digital no dia a dia financeiro. Em 2024, 82% das transações bancárias foram feitas por canais digitais, com o celular concentrando a maior parte dessas operações. Ao mesmo tempo, o “custo do golpe” subiu de patamar. Pesquisa divulgada pela Febraban mostrou aumento no percentual de brasileiros que relatam golpes ou tentativas, de 33% (set/2024) para 38% (mar/2025). Em julho de 2025, outra edição do Observatório Febraban apontou que 39% afirmam já ter sido vítimas de algum tipo de golpe.

Esse ambiente explica por que o tema deixou de ser apenas segurança digital e virou pauta de risco e seguro. Do lado do consumidor, crescem fraudes de engenharia social, invasão de contas, “central falsa” e golpes por aplicativos de mensagem. Do lado das empresas, o impacto é ainda mais caro: paralisação operacional, desvio de pagamentos, vazamento de dados e danos reputacionais. É aí que o seguro cyber entra como camada de proteção financeira e de gestão de crise.

A economia do golpe e o impacto na cadeia

Quando a fraude atinge uma empresa, raramente a perda fica restrita ao valor desviado. Entram na conta horas improdutivas, contratação emergencial de especialistas, comunicação com clientes, custos jurídicos e risco de passivos ligados a dados pessoais. Em um mercado que depende de confiança, o incidente também vira ruído comercial e pode comprometer contratos.

O Banco Central, ao discutir golpes e fraudes contra usuários do sistema financeiro, já listou padrões recorrentes, como golpes no cartão, golpes eletrônicos e golpes de investimento. Na prática, o que muda ano a ano é a sofisticação da abordagem: o criminoso não precisa “invadir” sistemas complexos para causar dano. Muitas vezes, ele só precisa convencer alguém a agir.

O que é seguro cyber e por que ele virou estratégico

O seguro cibernético é uma apólice desenhada para responder a incidentes digitais que gerem prejuízo financeiro e responsabilidade. Em geral, ele combina dois blocos.

O primeiro é a proteção “do próprio segurado”, cobrindo custos de resposta ao incidente, como investigação forense, restauração, gestão de crise, despesas emergenciais e, dependendo do contrato, impacto de interrupção de negócios. O segundo é a responsabilidade perante terceiros, quando há danos a clientes, parceiros ou titulares de dados, incluindo custos de defesa e indenizações, conforme condições e limites contratados.

Um ponto importante para corretores e segurados é que golpes bancários e fraudes de pagamento podem aparecer como coberturas específicas, frequentemente com regras próprias, franquias e exigência de controles mínimos. É por isso que, em cyber, o desenho do risco e a leitura das exclusões valem tanto quanto o preço.

Pix, devolução e resposta rápida

No caso de fraudes via Pix, o Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para facilitar devoluções em situações de fraude, aumentando a chance de recuperar recursos. Na prática, o caminho passa por acionar rapidamente o banco e seguir os protocolos, porque tempo é fator decisivo no bloqueio e na análise da transação.

Prevenção, apólice e o papel do corretor

O mercado está caminhando para um padrão em que seguro cyber e prevenção andam juntos. Empresas que adotam boas práticas tendem a reduzir exposição e melhorar a negociação de cobertura: autenticação em múltiplos fatores, políticas de aprovação para pagamentos, treinamento contínuo contra engenharia social, backups bem governados e gestão de terceiros.

Todavia, a Genebra Seguros traduz a operação do cliente em um mapa de risco claro: como a empresa recebe e paga, onde estão os dados sensíveis, quais sistemas são críticos, que terceirizados acessam o ambiente e qual seria o custo real de ficar fora do ar. A partir daí, o seguro deixa de ser “produto” e vira uma estratégia de continuidade.

No fim, golpes virtuais e ataques bancários mostram o mesmo recado: o risco digital não é mais um evento raro. Ele é um cenário permanente. E, nesse cenário, o seguro cyber funciona como uma rede de proteção financeira e de resposta organizada quando a prevenção, sozinha, não dá conta.

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    Sobre o Autor

    William Anthony

    William Anthony é jornalista especializado no mercado de seguros, com atuação em diversas publicações especialmente voltadas ao segmento. Com experiência na condução e produção de programas para rádio, televisão e internet, o profissional é fundador do portal de notícias Universo do Seguro.