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Genebra Seguros
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Protocolos estruturados reduzem falhas, garantem rastreabilidade e ajudam a evitar condenações por erros que poderiam ser prevenidos.
Muitas condenações ocorrem de falhas que poderiam ter sido evitadas através de processos estruturados de maneira adequada e documentos entregues corretamente. Nesse sentido, os protocolos servem para padronizar processos, registrar decisões e garantir rastreabilidade das informações, garantindo que estas sejam verídicas.
Krissyellen Cezar, executiva de contas na Genebra Seguros, explica que a adoção de protocolos ajuda a reduzir falhas operacionais e a demonstrar diligência e boa-fé. Segundo a especialista, esses procedimentos também facilitam auditorias, fortalecem a defesa técnica em caso de questionamentos e contribuem para manter a validade do seguro e dos laudos apresentados
O que precisa ser informado na contratação do seguro
É de extrema importância que todas as informações fornecidas no momento da contratação do seguro sejam verídicas, sendo algumas delas indispensáveis para a efetivação do contrato. Cezar esclarece que “é fundamental que o cliente informe todos os dados relacionados ao risco a ser segurado”, no caso dos seguros empresariais, eles podem ser:
- Atividade exercida (real e detalhada);
- Faturamento, porte da empresa e estrutura operacional;
- Histórico de sinistros, reclamações, processos ou notificações;
- Localização, equipamentos, processos internos e controles existentes;
- Informações técnicas exigidas no questionário da seguradora.
Segundo a especialista, “esses dados permitem que a corretora enquadre corretamente o risco e que a seguradora precifique e aceite o seguro de forma adequada.” Ela especifica ainda as informações que não podem, de forma alguma, ser omitidas:
- Ocorrência de sinistros ou processos anteriores;
- Mudanças relevantes na atividade, escopo ou operação;
- Atividades secundárias não declaradas;
- Inexistência de protocolos, laudos, licenças ou controles exigidos.
Cezar esclarece que “a omissão pode caracterizar má-fé e resultar em negativa de indenização ou até nulidade da apólice.”
Consequências da omissão de informação
A omissão de informações relevantes ou a declaração de dados incorretos pode acarretar o cancelamento do contrato de seguro ou o não pagamento do sinistro.
Se a informação fornecida equivocadamente não afeta o risco calculado no seguro, normalmente não há penalidade. Contudo, se o contratante deixa de atualizar uma informação relevante ou fornece, sem haver má-fé, uma informação que altera o risco de sinistro, a seguradora pode recalcular o prêmio, cobrar a diferença ou reduzir a indenização proporcionalmente.
Caso o cliente omita alguma informação relevante ou não comunique claramente suas necessidades, as consequências podem abranger:
- Contratação de coberturas inadequadas ou insuficientes;
- Exclusões relevantes não percebidas;
- Enquadramento incorreto do risco;
- Exigências técnicas não atendidas;
- Expectativas desalinhadas sobre o que o seguro cobre.
Em casos mais graves, o segurado pode ter que arcar com perdas financeiras diretas e responsabilização judicial, sofrendo danos à própria imagem que podem afetar a continuidade do negócio. Já a corretora corre o risco de ser profissionalmente responsabilizada e ter sua credibilidade afetada, podendo ser questionada juridicamente.
Para que serve o laudo
O laudo é um documento técnico elaborado por um especialista, como um engenheiro, técnico, ou outro profissional especializado, possuindo por finalidade analisar, descrever e concluir algo baseado em critérios técnicos. Eles são elaborados através de vistorias presenciais ou documentações.
É utilizado para formalizar avaliações, servindo como base para decisões administrativas, judiciais ou securitárias.
Alguns laudos exemplos de laudos comuns são:
- Laudo de vistoria: elaborado por perito ou vistoriador, pode avaliar o estado de um imóvel, a condição de máquinas e equipamentos, a situação de um veículo antes da contratação e similar. É comum em seguros patrimoniais, de transporte ou de automóveis.
- Laudo pericial: Elaborado após a ocorrência de um sinistro, verifica a causa do dano, avalia se o evento é coberto pela apólice e estima o valor do prejuízo. É um laudo fundamental para a regulação e liquidação do sinistro.
- Laudo técnico judicial: São utilizados em avaliações de bens, apuração de danos e discussões técnicas em ações que envolvem o seguro.
Cezar encerra dizendo que “a corretora exerce um papel consultivo essencial, orientando o cliente sobre riscos, coberturas e obrigações. Uma relação transparente, com documentação organizada, auditorias periódicas e comunicação clara entre cliente, corretora e seguradora, é decisiva para evitar condenações, litígios e prejuízos que poderiam ser prevenidos com processos bem estruturados.”
