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Genebra Seguros
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Com a crescente incidência de fraudes digitais, seguro cyber se destaca como ferramenta para mitigação de riscos, proteção financeira e continuidade operacional.
Em 2025, ocorreu o maior ataque hacker ao sistema financeiro da história do país, no qual R$ 500 milhões foram desviados de uma instituição. Em 2024, os crimes digitais aumentaram em 45%, tendo ocorrido aproximadamente 5 milhões de fraudes no referido ano. Não por acaso, de 2019 para 2024 o valor arrecadado em prêmios de seguro cyber aumentou em 11 vezes, demonstrando uma conscientização sobre os perigos dos novos golpes da internet. Esse produto proporciona suporte tanto na prevenção quanto no combate a um ataque cibernético.
O que é seguro cyber
Também conhecido como seguro para riscos cibernéticos, o seguro cyber tem como objetivo principal proteger financeiramente uma empresa frente a riscos de ataques cibernéticos. Os riscos financeiros são diversos, desde ransomwares (sequestros de dados) com solicitação de resgates, fraudes financeiras, roubos de dados que culminam em indenizações a terceiros até danos à reputação da empresa. Em caso de sinistro, a seguradora arca total ou parcialmente com os prejuízos, a depender do valor previsto na apólice.
Há seguros, por sua vez, que auxiliam ainda na prevenção desses ataques. Durante o processo de contratação, algumas seguradoras avaliam a segurança da empresa contratante, analisando componentes como políticas de acesso, backup, firewall e antivírus, treinamento de funcionários e histórico de incidentes, mapeando suas vulnerabilidades. Após esse mapeamento, pode ser que a seguradora exija a adoção de certas medidas de segurança a fim de efetuar a contratação. Por aumentarem a segurança, tais medidas também diminuem o valor do prêmio.
Hoje, grande parte desses ataques é consequente a erro humano, de modo que treinar os colaboradores com simulações de ataques, programas de conscientização e treinamento anti-phishing é essencial. Ademais, há seguradoras que auxiliam na estruturação de um plano de ação, o que reduz consideravelmente o impacto em caso de ataque.
O que o seguro cyber cobre
O seguro para riscos cibernéticos costuma ser estruturado em dois grandes blocos: danos próprios (first party) e responsabilidade perante terceiros (third party). Além disso, a cobertura básica atua em diferentes frentes após um ataque cibernético, incluindo resposta imediata ao ataque com especialistas em TI, investigação da causa e ações de contenção e recuperação dos sistemas.
As ferramentas e serviços de monitoramento no seguro cyber funcionam como uma camada preventiva, ajudando a identificar riscos antes que eles se tornem incidentes. Muitas apólices incluem o escaneamento de vulnerabilidades, analisando sistemas em busca de falhas de segurança, e ainda o monitoramento contínuo da rede para detectar atividades suspeitas. Também são comuns os alertas de exposição de dados, que avisam quando informações sensíveis podem ter sido comprometidas ou vazadas. Em alguns casos, há ainda a realização de testes de intrusão (pentest), que simulam ataques reais para avaliar a resistência dos sistemas e apontar melhorias necessárias.
A cobertura atua ainda na perda de lucro em caso de interrupção dos negócios, oferecendo indenização pela queda de receita causada pela paralisação das operações, em um conceito semelhante ao de lucros cessantes. Em alguns produtos, a cobertura básica ainda inclui a extorsão cibernética, com suporte para lidar com situações como ransomware, incluindo custos de negociação e contratação de especialistas.
Desse modo, o seguro cyber cobre:
- Prejuízos financeiros;
- Custos de resposta ao incidente;
- Perda de receita (lucros cessantes digitais);
- Responsabilidade civil;
- Danos a terceiros por vazamento de dados;
- Gestão de crise;
- Assessoria jurídica, forense e de comunicação;
- Recuperação operacional;
- Restauração de sistemas e dados;
- Proteção reputacional;
- Apoio em comunicação com clientes e mercado.
Quem deve contratar seguro cyber
Atualmente, dada a era digital, é recomendado que toda empresa tenha uma cobertura para riscos cibernéticos, considerando o armazenamento de dados de clientes e os possíveis riscos financeiros. Entretanto, a contratação é especialmente relevante para aquelas que lidam com dados pessoais, devido às exigências e possíveis penalidades previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Também é indicado para negócios digitais ou que dependem fortemente de tecnologia para operar, como e-commerces e fintechs, onde qualquer interrupção pode gerar perdas imediatas. Indústrias com sistemas automatizados também fazem parte desse grupo, já que falhas ou ataques podem impactar diretamente a produção. Além disso, empresas com faturamento relevante devem considerar esse tipo de proteção pelo fato de que o risco financeiro associado a um incidente cibernético tende a ser muito maior nesses contextos.
Diante do avanço dos riscos digitais e do impacto financeiro causado por ataques cibernéticos, entende-se o seguro cyber como ferramenta crucial para a contenção de riscos, gestão de crises e proteção financeira para as empresas. O produto mitiga prejuízos, fortalece a segurança e garante a continuidade das operações, prestando todo o suporte necessário.
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