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Novos ventos no DPVAT

Outubro é o mês de um dos principais profissionais do mercado segurador

E o dia 12 de outubro, além de ser o dia da Padroeira do Brasil, é também o dia do Corretor de Seguros. A profissão de corretor de seguros é antiga. Alguns dizem que nasceu em Portugal, no século XVI, para intermediar as negociações entre seguradoras e segurados. Naquela época, nenhum seguro seria válido sem a presença de um corretor no negócio. De lá para cá a atividade evoluiu junto com o mercado segurador e atualmente os corretores andam no mesmo compasso de uma indústria de seguros cada vez mais tecnológica.

Mas o que o mercado de seguros pensa do corretor já é bastante conhecido. Muito além de um simples mediador, o corretor de seguros é um consultor, que orienta o consumidor em direção às melhores maneiras de se proteger contra os riscos, e ainda contribui com as seguradoras, possibilitando vendas e fazendo uma ponte direta entre empresa e cliente.

Agora, o que o corretor pensa do mercado? O que ele acha da sua profissão e como acredita que ela irá se desenvolver em um futuro próximo? O Tudosobreseguros procurou corretores e empresas corretoras para dar voz a estes profissionais fundamentais para a engrenagem do setor.

Perguntados sobre o que mais recompensa os corretores em seu dia a dia, a resposta foi unânime: a satisfação dos clientes ao terem seus problemas e dúvidas resolvidos, ou simplesmente por sentirem-se protegidos por um produto que esteja de acordo com suas necessidades. Isso faz a rotina de cada um desses profissionais valer a pena.

Desafios da corretagem

No entanto, como em qualquer atividade profissional, nem tudo são flores e há também os momentos mais tensos, como conta Denize Santos Cruz, atuantes na área desde 1994. “As situações mais difíceis que tenho que enfrentar como corretora de seguros de automóveis são relativas aos acidentes. Às vezes tenho que comparecer ao local, ajudar na recuperação do veículo, ir a delegacias ou ainda me deparar com a tristeza de familiares e parentes das vítimas fatais”, diz.

Para João Paulo Mello, Superintendente Geral da Tecaseg, os grandes desafios da profissão estão em “estabelecer sólidas parcerias com seguradoras que atendam às necessidades do corretor e, consequentemente, dos clientes; adaptar produtos disponíveis de forma a atender à demanda do mercado consumidor; fazer o cliente entender que o preço não deve ser o fator maior de decisão e competir com outros corretores que priorizam o menor preço como solução única de bom atendimento”, conta. Apesar de trabalhar no mercado de seguros desde 1979, em empresas de prestação de serviços para o setor e em seguradoras, Mello tornou-se corretor há apenas 3 anos. “Ministro aulas no curso preparatório ao exame da Escola nacional de Seguros há cerca de 15 anos e resolvi fazer a prova em 2010, quando fui aprovado como corretor pleno”, lembra.

O que pode melhorar

Outro veterano é o corretor William Silva, Diretor da Life Strong Seguros. Com uma bagagem de 20 anos de corretagem, ele afirma que “o mercado de corretagem de seguros é amplo e garante oportunidade a todos que tenham interesse em mergulhar nesse seguimento”. No entanto, ele continua, “é preciso ainda estimular mais a comercialização dos mais variados ramos de seguros sempre por meio dos profissionais habilitados para tal, pois a profissão requer um grande esforço, responsabilidade e dedicação”, ressalta. Segundo ele, é importante que o profissional tenha em mente a importância de atualizar constantemente seus conhecimentos técnicos e comerciais “a fim de atender as demandas dos seus clientes”, completa.

A busca pelo conhecimento cada vez maior entre os corretores também é um dos pontos destacados por João Paulo Mello: “o mercado está ativo, os corretores têm buscado maior conhecimento para efetivamente terem domínio dos mais diversos ramos e assim aproveitarem as oportunidades do crescimento e da estabilidade econômica do Brasil”, diz. Mas de acordo com ele ainda há uma grande porta aberta para o desenvolvimento da profissão. “Os corretores ainda carecem de maior apoio como empreendedores individuais, geradores de emprego e renda”, afirma.

Os contratos de seguros são complexos e Denize chama a atenção para a necessidade de uma fiscalização mais acirrada sobre os profissionais não habilitados que comercializam seguros. “Esta é uma profissão que exige conhecimento e qualificação para que os clientes possam ser bem atendidos”, destaca.

Gustavo Mello, sócio da Correcta Seguros, em artigo para o site CQCS, vai além e pergunta: “não é verdade que a média de ganho de seguros de automóveis caiu de 25% para 15% nos últimos 20 anos? Que o corretor de seguros assumiu muito mais trabalho administrativo que antes era feito pelas seguradoras, tais como cálculo, digitação, atualização de software, transmissão, impressão de apólice, etc.? Que a concorrência, sobretudo com agentes bancários, vem crescendo muito forçando uma redução de nossas margens?” E conclui: “os corretores precisam se unir, ser mais atuantes, lutar para melhorar seus ganhos, cobrar a atuação dos nossos representantes, reclamar, buscar saber o que está sendo feito e, sobretudo, colaborar.”

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