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Genebra Seguros

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Um dos temas mais atuais da atualidade é a gestão de riscos na prevenção de desastres ambientais. Todos os anos ocorrem diversos sinistros, como desabamentos e inundações, muitos deles envolvendo perdas humanas e ambientais irreparáveis.

Diversas cidades do Brasil e do mundo têm problemas com desastres ambientais frequentemente, principalmente nos períodos de chuvas. As áreas onde residem pessoas de baixa renda, como morros e favelas, são as mais afetadas.

Por isso vale a pena entender o que é a gestão de riscos na prevenção de desastres ambientais e qual a sua importância. A prevenção é uma das melhores alternativas para minimizar danos, sejam eles financeiros, humanos ou naturais.

O que é gestão de riscos

A gestão de riscos é o processo de identificação, avaliação e controle de ameaças ao capital e aos ganhos de uma organização. Ou seja, está relacionado com as ações voltadas para minimizar os riscos inerentes a um empreendimento.

Essas ameaças ou riscos podem ser resultado de uma ampla variedade de fontes, incluindo incerteza financeira, responsabilidades legais, erros de gerenciamento estratégico, acidentes e desastres naturais.

Ao implementar um plano de gestão de riscos a organização consegue proteger o seu futuro no mercado. Um plano preventivo ajuda a empresa a estabelecer procedimentos para evitar danos, controlar e reverter prejuízos e preservar sua integridade.

Dentre os riscos a que uma empresa está sujeita, os ambientais estão entre os mais imprevisíveis. Por isso a gestão de riscos na prevenção de desastres ambientais se faz fundamental.

Como os desastres ambientais podem afetar as empresas

Os riscos ambientais podem afetar tantas pessoas, em sua vida cotidiana, quanto empresas e organizações, em seus projetos e atuação no mercado. Por exemplo, uma casa construída sem planejamento pode desabar com as chuvas.

Por outro lado, são os projetos de grande porte, levados à cabo por empresas e até mesmo pelo governo, que trazem mais riscos. Mesmo que projetos de contenção sejam pensados e executados em alguns locais pelas empresas, os desastres naturais são imprevisíveis.

Eles podem acontecer em locais não antecipados pela empresa ou com força superior. Dessa forma, mesmo a adoção de medidas concretas voltadas para a prevenção não garante que os danos não ocorrerão.

A gestão de riscos na prevenção de desastres ambientais deve incluir, nesse sentido, instrumentos voltados para a reparação. Dessa forma, mesmo que um dano ocorra, ele poderá ser revertido da melhor maneira possível.

Casos recentes

Recentemente, dois episódios lamentáveis de desastres ambientais arrasaram duas cidades de Minas Gerais, Mariana e Brumadinho, matando diversas pessoas no entorno de barragens que tinham como finalidade a deposição de dejetos.

No caso de Brumadinho, que é mais recente, a enxurrada de lama foi a que mais matou entre todos os desastres ambientais da história do país, sendo considerado o desastre ambiental com mais vítimas entre seres humanos e animais da região.

Até o momento não é sabida a causa do rompimento da barragem da empresa Vale, grande produtora de minério de ferro. Tomando como base esses dois acontecimentos, podemos ver que nosso país necessita de uma melhor gestão de riscos na prevenção de desastres ambientais.

Essa gestão deve acontecer tanto na esfera pública quanto privada. Ou melhor, todas as empresas que possam representar riscos para o meio ambiente e para os seres humanos devem se valer de um bom plano de gestão de riscos.

A importância do gerenciamento de riscos na área ambiental

Como podemos ver, os riscos são inerentes à atividade empresarial. Pequenos, médios e grandes empreendimentos podem representar ameaça à vida humana, diversidade ambiental e recursos naturais.

Uma construtora, por exemplo, está sujeita a riscos como desabamentos e inundações de suas estruturas. Mineradoras podem comprometer a existência de um grande número de pessoas, plantas, animais e minerais.

A gestão de riscos na prevenção de desastres ambientais é importante na medida em que permite à empresa antecipar esses eventos. Além das medidas de prevenção, são pensadas estratégias concretas para a contenção, reversão, reparação ambiental e muito mais.

Dessa forma, é possível atuar no mercado com muito mais responsabilidade ambiental. Lembrando que as empresas estão obrigadas a cumprir com os melhores padrões ambientais, inclusive com a criação de programas e políticas nesse sentido.

Gestão de riscos na prevenção de desastres ambientais

A redução de riscos tem sido um desafio há anos em todo o mundo, tanto que é motivo de Conferências Mundiais da ONU.

No caso de Brumadinho, a empresa Vale deve ter falhado em sua gestão de riscos, que tem como principal função blindar desastres que podem gerar comprometimento à vida e, consequentemente, perdas financeiras e danos à imagem da empresa.

Assim, órgãos públicos e empresas privadas, principalmente as que atuam com atividades perigosas ao ser humano, devem realizar constantemente um mapeamento dos potenciais acidentes e das principais fragilidades da empresa que podem eclodir em problemas futuros.

Tais métricas são parâmetro para a readequação de estratégias, padrões, equipamentos e construções, de modo a evitar ao máximo que essas previsões se concretizem.

É importante ressaltar que, após os reforços nas fragilidades, o monitoramento constante desses setores de risco é essencial para que se possa “prever” de forma mais efetiva tais acontecimentos, e para que a empresa se prepare de forma mais estruturada para amenizar esses impactos.

Além disso, é possível priorizar as fragilidades mais urgentes, que podem gerar problemas mais rápido. Para toda essa ação, desde a definição dos pontos de perigo até o monitoramento, chamamos de programa de gestão de risco.

Como elaborar um plano de gestão de riscos ambientais

Para que o plano de gestão seja eficaz, é importante que os gestores levem à risca a ISO 31000, que é uma norma da família de gestão de riscos criada pela International Organization for Standardization. O objetivo da ISO 31000 é estabelecer princípios e orientações genéricas sobre gestão de riscos.

Outro fator importante é a escolha de linha de frente com gestores preparados em gestão de risco para que não haja erros de percepção de perigos. Além da parte teórica, o plano deve ser dirigido por profissionais capacidades para a sua execução.

Em Brumadinho, os engenheiros da empresa Vale atestaram normalidade na estrutura da barragem, alegando que não haveria riscos. Sem profissionais capacitados para laudos e avaliação de deficiências, o programa de gestão de risco não vai funcionar, podendo provocar desastres fatais.

Assim, o plano de gestão de riscos na prevenção de desastres ambientais deve ser elaborado com base nos critérios determinados nacional e internacionalmente. Deve ser focado na prevenção, mas também prever ações a serem implementadas em caso da existência de danos.

Além da implementação de um plano de gestão de riscos, a contratação de um seguro ambiental é a chave para uma atuação segura no mercado. Trata-se de um seguro que protege o empreendedor contra danos decorrentes de desastres ambientais.

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    A Genebra Seguros é uma corretora especializada na gestão de riscos complexos. A empresa atende clientes em todo o Brasil e possui foco no mercado corporativo.