O risco associado a investir em novos modelos de negócio pode ser ainda maior quando não há seguros que correspondam aos perigos aos quais eles estão expostos.

Donos de food trucks (pequenos caminhões para venda de comida) reclamam da falta de um seguro adequado para o que é um “restaurante itinerante”. A única opção hoje é o veicular, que cobre o lado “carro” do negócio, mas não o “cozinha”.

Zeca Amaral, que comanda o truck Cozinha com Z, diz que seguro não cobre cozinha
Zeca Amaral, que comanda o truck Cozinha com Z, diz que seguro não cobre cozinha

Ou seja, o truck é protegido contra roubo do veículo, mas não contra incêndio na cozinha –parte de maior valor, que custa até R$ 350 mil.

“Nós estamos sujeitos a incêndios porque trabalhamos com gás, e também a batidas, porque estamos na rua”, diz Zeca Amaral, chef do truck Cozinha com Z.

A preocupação de Amaral não é paranoia. No final de janeiro, o botijão de um food truck de comida oriental explodiu em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Um homem se feriu no acidente.

“Nós temos vários itens de segurança, mas acaba sendo uma cozinha. Existe a falha técnica, mas existe também a humana”, diz Guilherme Ribeiro, do truck 4Brothers.

FOOD O QUÊ?

Ribeiro conta que foi a cinco seguradoras, mas a maioria nem sabia o que era um food truck. E, depois de entenderem o modelo, afirmavam que não era possível segurá-lo como restaurante por não existir um endereço fixo.

A TRR Securitas identificou a oportunidade e desenvolveu um seguro híbrido para o segmento, que inclui cobertura do veículo e do restaurante.

O produto, porém, ainda não foi lançado porque aguarda aprovação da Susep (Superintendência de Seguros Privados), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.

Segundo a seguradora, o valor da apólice deve ficar na faixa de R$ 500 a R$ 1.500 por ano. O valor varia de acordo com o porte do negócio e as coberturas opcionais.

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