Nos últimos anos, os altos e baixos da economia brasileira colaboraram com o aumento da inadimplência em diferentes níveis. Havia uma expectativa de que em 2020 a situação melhoraria, mas desde o início do ano o mercado observava a disseminação do novo coronavírus. Com o decreto de pandemia de Covid-19 e o caos sanitário e econômico que se espalhou pelo mundo, chegamos ao meio do ano com tudo em suspenso. As incertezas refletem fortemente na economia, que sente o impacto direto do fechamento do comércio, da redução da produção industrial, a queda das transações internacionais, o consequente desemprego e  a queda do poder aquisitivo da população. 

Nesse contexto confuso e incerto, as pessoas deixam de cumprir com seus compromissos financeiros e isso impacta no cumprimento de prazos e contratos de pagamento por parte das empresas. O aumento nos casos de inadimplência e também do montante de valores que ficam em aberto faz com que as empresas precisem buscar alternativas para reverter esse quadro de impacto negativo no fluxo de caixa. 

Confira três dicas de como proceder em caso de inadimplência em um primeiro momento:

– comece conversando com seus parceiros de negócio, especialmente aqueles que são os melhores em volume de venda e/ou frequência de pedidos. Eles também devem estar sentindo o impacto negativo da pandemia e mostrar que você entende isso mas precisa cobra-lo mantém uma perspectiva positiva na relação comercial de vocês.

– verifique a possibilidade de negociar o valor devido. Você pode aumentar os prazos de pagamento, prorrogar o vencimento de algumas parcelas com acréscimo de valor nas futuras ou dar um desconto temporário, com o comprometimento contratual de começar a receber o saldo em seis meses, por exemplo. 

– caso nenhuma dessas alternativas tenha êxito e o cliente continue inadimplente, terceirize o problema e encaminhe o débito para um escritório de advocacia ou de cobrança. Como essa medida é mais desgastante, é melhor que ela seja feita por outras pessoas, afastando da sua empresa o ônus dessa decisão.

Para evitar a necessidade de realizar este tipo de negociação, seja agora durante a crise causada pela pandemia, seja em outro momento financeiro do seu negócio, você pode adotar estratégias de proteção do seu fluxo de caixa contra possíveis novos casos de inadimplência.

Seguro de crédito dá mais segurança para o dia a dia do seu negócio

Uma das alternativas disponíveis no mercado para dar essa segurança às empresas e evitar as perdas financeiras por inadimplência é o seguro de crédito. Luciano Budaszewski da Costa, gerente comercial RS/SC da Coface, explica que o seguro de crédito se baseia em três pilares: 

– proteção: seu objetivo maior é proteger a empresa contratante, mitigando as perdas que as empresas podem vir a ter nas vendas à prazo, seja no Brasil ou no exterior;

– planejamento: permite que a empresa use essa garantia contratada como benefício colateral na adesão de linhas de crédito mais baratas;

– comercial: por dar a garantia do recebimento, permite que a empresa busque novos mercados e expanda suas vendas com menos medo das perdas.

Luciano Costa, da Coface, apresenta uma situação hipotética para simular como os três pilares funcionam. 

– Uma empresa calçadista fez uma venda para o mercado externo com prazo de pagamento de 60 dias. Ao embarcar o pedido, ela envia a documentação do DHL, o que dá ao comprador o acesso à mercadoria, independente do status de pagamento.

– A alternativa tradicional para manter o capital de giro são solicitar um adiantamento junto ao banco: se feito antes do embarque, será um ACC; se for depois, um ACE. Esta garantia tem um custo financeiro de 5% ao ano (ou mais).

– O vendedor também podem aderir ao seguro de crédito da Coface e ter acesso ao PROEX, do governo federal, que compra os direitos sobre a exportação. Essa apólice, que é endossada ao Banco do Brasil, tem o custo financeiro estabelecido pelo LIBOR, que atualmente é de cerca de 0,5% ao ano para vendas em dólar e cerca de 0% para vendas em euro.

“Percebe-se que, além da proteção financeira, a adesão ao seguro de crédito Coface resulta em ganho, pois o custo financeiro do PROEX é bem menor (quando há). Além disso,  ela estimula as vendas, pois permite ao vendedor chegar em nova negociação ciente dessa condição e protegido. Com isso, ele pode dar mais prazo para novos pedidos, pois tem a garantia do pagamento”, analisa Luciano.

Para o mercado interno, o seguro de crédito não tem uma esteira pronta, como no caso do mercado externo junto ao Banco do Brasil. Diversos bancos concedem linhas de crédito amparados em uma apólice de seguro de crédito, mas o que percebemos é que em geral os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, empresas de concessão de crédito reguladas pelo BACEN) estão mais propensos a receber o endosso de apólices para a concessão de crédito.

Quem pode aderir ao seguro de crédito?

Luciano Costa, da Coface, comenta que qualquer empresa que venda para outra empresa pode solicitar um seguro de crédito. “Há algumas questões de target, que não são uma lei, mas que orientam essa contratação e a tornam economicamente viável. Quando este mínimo exigido não é cumprido, a empresa até poderia contratar, porém o custo fica desproporcionalmente caro”, detalha.

Assim, para contratar o seguro de crédito, a empresa precisa:

– mínimo de US$ 3 milhões de faturamento previsto para os próximos 12 meses para seguro de crédito de exportação OU 

– mínimo de R$ 30 milhões de faturamento previsto para os próximos 12 meses para seguro de crédito de mercado interno; E

– 6 compradores com limite de crédito aprovado.

Ficou interessado nessa alternativa para acabar com os riscos de inadimplência nas suas transações comerciais? Entre em contato com a equipe Genebra Seguros e saiba como contratar um seguro de crédito. 

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